Capital de giro: quando pegar, quanto pedir e como não transformar crédito em dívida
Capital de giro é o dinheiro que mantém a empresa rodando entre o dia em que você paga e o dia em que você recebe. Quando ele falta, até empresa que vende bem fica sem caixa.
Pegar crédito para isso pode ser a melhor decisão do ano ou o começo de uma bola de neve. A diferença está em três perguntas: para quê, quanto e em qual linha.
Por que empresa que vende bem fica sem caixa
Imagine uma loja que vende R$ 80 mil por mês. Ela paga fornecedor em 30 dias, mas recebe as vendas no cartão parcelado em até 90 dias. Todo mês, uma parte do faturamento fica "presa" nas maquininhas.
Quanto mais a empresa cresce, maior esse buraco. É por isso que o problema de caixa costuma aparecer justamente quando o negócio está indo bem.
Quando faz sentido
- Comprar estoque com desconto à vista que paga mais que os juros.
- Cobrir o descasamento entre prazo de pagamento e prazo de recebimento.
- Atender um pedido ou contrato maior que exige comprar antes de receber.
- Atravessar a sazonalidade, como abastecer para o fim de ano.
- Trocar uma dívida cara (cheque especial, cartão rotativo) por uma mais barata.
Quando é melhor não pegar
- Para cobrir prejuízo que se repete todo mês sem um plano para corrigir a causa.
- Para pagar despesa pessoal dos sócios.
- Quando a parcela não cabe no caixa nem no mês mais fraco do ano.
"Crédito resolve falta de tempo no caixa. Ele não resolve margem negativa."
Como calcular quanto pedir
Uma conta simples para começar:
- Some quanto você paga por mês (fornecedores, folha, aluguel, impostos).
- Veja quantos dias, em média, o dinheiro fica preso entre pagar e receber.
- Multiplique o gasto diário por esses dias. Esse é o tamanho do buraco.
- Some uma margem de segurança de 10% a 20%.
Antes de assinar, teste a parcela no seu pior mês. Se não couber, aumente o prazo ou reduza o valor.
Qual linha de capital de giro escolher
| Linha | Para quem | Limite | Condições |
|---|---|---|---|
| Pronampe | MEI, micro e pequena empresa | Até R$ 250 mil | Selic + até 6% a.a., até 72 meses, até 12 de carência |
| Giro Goiás | Empresas em Goiás | Até R$ 300 mil | 1,86% a.m., 36 parcelas |
| Capital de giro SP | Empresas em São Paulo | Até R$ 300 mil | A partir de 1,67% a.m., 36 meses |
| Procred MEI | Microempreendedor individual | Até R$ 24.300 | Linha facilitada para MEI |
* Condições sujeitas a alteração e a análise de crédito.
O que olhar além da taxa
Não compare só a taxa de juros. Peça o CET (Custo Efetivo Total), que inclui tarifas, seguros e IOF. Confira também a carência, as garantias exigidas e se o banco obriga você a contratar outros produtos.
Como a Neocred ajuda
A Neocred cruza o perfil da sua empresa (estado, faturamento, tempo de CNPJ) com as linhas disponíveis e mostra qual faz mais sentido. Você chega ao banco com o pedido certo, no valor certo.
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